domingo, 8 de setembro de 2013

O dia depois da Première.





Ontem 7 de Setembro, no terceiro dia do TIFF - Toronto Internacional Film Festival, aconteceu a Conferência de Imprensa do filme Prisoners, no TIFF Bell Lightbox. Dia seguinte da impactante Première.

Não vou repassar a entrevista em sua totalidade, mesmo porque, são inúmeros momentos de descontração entre os presentes, demandando muitos diálogos.

Muito eloquente Hugh começou a entrevista dizendo que: " Prisoners poderia ter sido um triller explorador Hollywoodiano, e até mesmo assustador, sobre o rapto de crianças. Em vez disso, é um suspense aterrorizante, mas realista, responsável." E continuou: " É o tipo de história que poderia ter sido feita como "aquilo." Hugh se referia a "aquilo" como tipo de trillers genéricos, que são por vezes, irresponsáveis com as pessoas que sofrem através do terror e da violência na vida real.

Outro trecho da entrevistas: " Ter Villenouve no trabalho foi fundamental." Acrescentou Hugh: "Porque no DNA do roteiro de Aaron, era um triller mais ambicioso. Não apenas aquele que prende você na beira do assento, mas que realmente faz você contemplar os temas dias após em muitos níveis."

Segundo o diretor Villenouve, o que o atraiu foi a sofisticação que o roteiro oferecia. Muitas camadas e moralmente complexo: "Nós vimos um monte de trillers, mas o que ele era capaz de nos fazer ver era todo esse fantasma de reação humana à violência e à tortura. É por isso que eu me apaixonei por essa história."

Quando perguntaram ao Hugh sobre todo esse burburinho sobre a possibilidade de um  Oscar ele foi bem enfático: "Minha teoria de todo esse negócio, e também realmente na vida, é não esperar nada e tudo é uma surpresa."

Nesse momento o ator Terrence Howard tomou a palavra e disse: " Sou favorável à Jackman." "Sim, ele merece um Oscar. Eu acredito (que), de todo o meu coração."

Todos presentes a entrevista tentaram minimizar a campanha do Oscar, dando ênfase ao conteúdo do filme.

Colocando um ponto final na entrevista, Hugh disse que os cineastas reconheceram que tinham: " a responsabilidade de tratar a sério este assunto. Tratá-lo com respeito, sabendo que as pessoas estão passando por isso."  Sobre o objetivo, acrescentou Hugh: " Era não apenas glorificá-lo de qualquer maneira, não apenas excitar o público, mas fazerem as pessoas pensarem sobre as realidades presentes. Isto toca em medos primitivos que, coletivamente, todos nós temos e é por isso que eu acho que o filme foi catártico para filmar e catártico para assistir. Há uma razão pela qual não basta ir para a comédia. Nós também precisamos tocar em medos elementares reais que empurram para baixo todos os dias de nossas vidas."

 Link da entrevista: http://www.youtube.com/watch?v=nAlt1_S_7Hc






E depois da entrevista... Pé no mundo e tome correria até o Aeroporto Internacional de Pearson. Próximo movimento, retorno para Nova York.









fotos: by GettyImages - Zimbio




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